segunda-feira, 26 de julho de 2010

«e, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. o teu riso é como um foguete de cores. como tu, nunca vi rir ninguém. sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. vieste a este mundo e não curaste de saber o que ele é, o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma intorrogação, um mistério inacessivel. porque foi então que te roubaram o mundo? quem to roubou? mas disto entendo eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesses compreender. porque te sentas tu no meu colo, vendo a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajaste, para o silencio dos campos e das àrvores assombradas, e sorris, como todos os dias, dessa maneira tão calorosa, com esse olhar tão quente que me deixa feliz. como se a vida te passasse ao lado. é isto que eu não entendo-mas a culpa não é tua.»

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